Pesquisa - 16/07/2009 14:46
Rocinha em números

A Rocinha, favela carioca conhecida internacionalmente, acaba de passar por um grande raio-x. O censo, realizado na maior favela da América Latina e divulgado hoje, 16 de julho, contabilizou 38.029 imóveis e 100.818 habitantes (51,5% mulheres e 48,5% homens) – número muito superior aos 56 mil moradores da última contagem do IBGE, realizada em 2000. De acordo com a Secretaria de Estado da Casa Civil, responsável pelo levantamento, os resultados vão orientar o governo do Estado a direcionar investimentos de R$ 25 milhões em ações e programas de melhoria para a Rocinha,.
 
Os principais problemas apontados pelos moradores sobre suas próprias casas, de acordo com o censo, foram pouca iluminação (41,9%) e pouca ventilação natural (41,8%), pouco espaço (48,3%) e paredes ou chão úmidos (20,6%). E, quando perguntados sobre “o que falta para que a sua moradia seja melhor?”, as principais respostas foram ampliação da casa (10,4%), reforma (7,5%) e saneamento básico (6,6%). No entanto, o estudo revela que 86% dos domicílios estão oficialmente ligados à rede geral de esgoto.
 
No que se refere à potencialidade econômica da comunidade, há na Rocinha 6.508 empresas ou empreendedores, dos quais apenas 8,1% são formais (pagam impostos). O principal ramo de atividade é o de serviços (79,7%), seguido de longe pelo comércio (18,5%). E os empreendimentos não-familiares são maioria (46,1%) em relação aos familiares (31%).
 
Um dado positivo é que o índice de emprego é alto entre os moradores da comunidade. Só 7,7% dos entrevistados se declararam desempregados. Os trabalhadores com carteira assinada são 30,8%, os sem carteira somam 13,8% e os aposentados e pensionistas são 4,3%. Os que se declaram estudantes totalizam 23,5%.

Acesse o Censo Domiciliar da Rocinha


Acesse o Censo Empresarial da Rocinha

 

 

 

 
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